30 de out de 2008

Plantio com as crianças







Essa semana foi realizado plantio de árvores na arborização pública com as crianças da Educação Infantil do Colégio Bom Jesus Aparecida.
Durante a atividade, conversou-se sobre a importância das árvores e das minhocas para o solo. As crianças tiveram contato com os animais e ajudaram a plantar as mudas.

O que plantamos?

A espécie escolhida para o plantio foi a árvore nativa de médio porte conhecida como araçá-do-campo (Psidium cattleyanum).
O fruto do araçazeiro, o araçá, tem o seu sabor lembrando um pouco o da goiaba, embora seja um pouco mais ácido e de perfume mais acentuado. É uma fruta pequena, arredondada, com sementes, cuja polpa varia de cor segundo a espécie, predominando o alaranjado e o amarelo-claro. É usado no preparo de sorvetes e refrescos e também de um doce muito parecido com a goiabada. Existem vários tipos de araçá, sendo os mais comuns o araçá-vermelho, o araçá-de-cora, o araçá-de-praia, o araçá-do-campo, o araçá-do-mato, o araçá-pêra, o araçá-rosa e o araçá-piranga.

Um pouco sobre minhocas...

Reino: Animália
Filo: Annelida
Classe: Oligochaeta
Ordem: Haplotaxida

As minhocas são animais distribuídos pelo solo úmido de todo o mundo, seu tamanho varia de centímetros a dois metros (conhecido como minhocuçu). Seu corpo é formado por anéis, com corpo cilíndrico, alongado, com a boca e o ânus em extremidades opostas.
As minhocas vivem enterradas, escavam galerias e canais buscando abrigo e resto de vegetais para se alimentarem, seu principal alimento. São classificados como animais detritívoros, pois se alimentam de detritos que compõem o húmus.
As minhocas possuem um sistema digestivo que inicia na boca e termina no ânus. Há uma câmara, o papo e uma moela que tritura o alimento. O sistema circulatório é fechado e o sangue é vermelho. O sistema nervoso é representado por gânglios na cabeça que são formados por células nervosas.
As minhocas são hermafroditas, pois possuem testículos e ovários, mas não se reproduzem sozinhos. Dependem da união com outra minhoca para trocar espermatozóides. Na cópula, se unem pelo clitelo e se separam depois da troca de espermatozóides. Cada verme produz um casulo cheio de ovos depositando-o no solo.

Ao cortar uma minhoca ao meio, as partes se regeneram dando origem a duas minhocas?

Há uma crença popular equivocada de que ao cortar uma minhoca ao meio, as partes se regeneram dando origem a duas minhocas. No primeiro anel de seu corpo a minhoca tem a boca (lado mais próximo do clitelo) e no último anel ela tem o ânus, por onde é expelido o vermicomposto. Dependendo do lugar onde ocorre o corte, existe uma chance da metade anterior se regenerar e a minhoca permanecer viva, mas, com certeza, a outra metade irá morrer. A parte anterior pode sobreviver por que todos os órgãos vitais da minhoca estão próximos da boca e do clitelo. O clitelo é a região do corpo da minhoca que se parece com um colar, um pouco mais saliente, de cor mais clara e
que é responsável pela formação do casulo que contém em seu interior as novas minhocas. Quanto mais distante da região do clitelo for o corte, maior a chance da minhoca sobreviver. Seja como for, é importante salientar que qualquer lesão no
corpo da minhoca é sempre prejudicial e nunca deve ser estimulado, muito menos como experiência escolar.

29 de out de 2008

Destinação do bugio


Após contato com Ibama, equipe do projeto Macacos Urbanos de Porto Alegre veio até Venâncio avaliar o animal e acabou recolhendo-o. O animal será encaminhado ao zoológico. Mais uma vez contamos com a ajuda e apoio logístico da Clínica Veterinária Quatro Patas.

23 de out de 2008

Bugio-ruivo



Esse bugio (Alouatta guariba clamitans) foi capturado por moradores em Linha Herval que evitaram que ele fosse morto por cães. Após, acionaram a Secretaria de Meio Ambiente que foi recolhê-lo. A bióloga e o fiscal ambiental foram até o local e providenciaram a remoção do bugio até a Clínica Quatro Patas que presta atendimento voluntário a animais silvestres em situação de risco. Lá o bugio foi examinado, medicado e passa bem.

O bugio-ruivo apresentava apenas uma mordida superficial na base da cauda e trata-se de um macho adulto, em provavel dispersão.

O bugio (também conhecido por guariba ou barbado) está entre os maiores primatas neotropicais, com comprimento de 30 a 75 cm. Sua pelagem varia de tons ruivos, ruivo acastanhados, castanho e castanho escuro. No caso da subespécie Alouatta guariba clamitans, os machos são vermelho-alaranjados e as fêmeas e jovens são castanho escuros. Ele é famoso por seu grito, que pode ser ouvido em toda a mata, e pela presença de pêlos mais compridos nos lados da face formando uma espécie de barba. O Alouatta guariba é a espécie de bugio que habita a Mata Atlântica, desde o sul da Bahia (subespécie Alouatta guariba guariba) até o Rio Grande do Sul, chegando ao norte da Argentina, na região de Misiones (subespécie Alouatta guariba clamitans). As duas subespécies constam na lista do Ibama como criticamente em perigo e vulnerável, respectivamente. O desmatamento ameaça a sobrevivência dos bugios de diferentes maneiras. A mais evidente é a retirada da vegetação, o que restringe seus ambientes a pequenos fragmentos isolados.

21 de out de 2008

Impacto local e licenciamento

Impacto ambiental local pode ser definido como a alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas resultante das atividades humanas que afetam, direta ou indiretamente, na sua esfera jurisdicional, as melhores condições de vida, e que não deixa de ter em vista as futuras gerações. Pode-se afirmar, então, que o impacto ambiental local é aquele em que as alterações que venham a ocorrer se restringem aos limites do município e à sua competência legal.

O conceito resulta da observância da legislação ambiental, tendo em vista que as atividades "cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais de um ou mais Municípios" devem ser licenciadas pelo Estado, de acordo com o artigo 5º, III, da Resolução CONAMA n.º 237/1997.

No Rio Grande do Sul, com a aprovação do Código Estadual de Meio Ambiente - Lei Estadual n° 11.520 de 03 de agosto de 2000, que estabelece em seu artigo 69, "caberá aos municípios o licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades consideradas como de impacto local, bem como aquelas que lhe forem delegadas pelo Estado por instrumento legal ou Convênio". O Estado do Rio Grande do Sul vem promovendo, através da Secretaria Estadual do Meio Ambiente - Sema, o incremento do processo de descentralização do licenciamento ambiental, para aquelas atividades cujo impacto é estritamente local e que estão descritas no Anexo I da Resolução 102/2005 do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA), nos seus Anexos II e III, referentes ao manejo florestal, adicionados pela Resolução 110/2005 e pela Resolução 111/2005, bem como aquelas acrescidas relativas ao licenciamento de atividades de mineração descritas pela Resolução 168/2007.

No ano de 2000, houve a publicação da Resolução CONSEMA 04/2000, estabelecendo critérios para o licenciamento ambiental realizado pelos municípios. Em 22 de outubro de 2007, em substituição à Resolução 04/2000, foi publicada a Resolução CONSEMA 167/2007, que dispõe sobre a qualificação dos municípios, atualizando os critérios e as diretrizes para o exercício da competência do licenciamento ambiental das atividades de impacto local, bem como sobre a gestão ambiental compartilhada no Estado.

O licenciamento ambiental não é uma competição entre órgãos, mas sim uma parceria entre todas as esferas integrantes do SISNAMA (Sistema Nacional do Meio Ambiente), constituído pelos Órgãos e Entidades da União, dos Estados do Distrito Federal, dos Territórios, dos Municípios e Fundações instituídas pelo Poder Público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, que seguem as mesmas regras, os mesmos princípios e as mesmas leis.

Dessa maneira, é necessário que se compreenda que o licenciamento ambiental municipal se, de um lado, vem facilitar e dar agilidade aos empreendimentos e atividades de porte pequeno, de outro, nem sempre poderá intervir em questões maiores, não contempladas na Resolução do Consema 102/2005, sob pena de infringir a legislação ambiental, prejudicando o município, os técnicos e comprometendo a habilitação da própria Secretaria.

O sistema ambiental não é um “bicho-de-sete-cabeças” como pode parecer e tampouco trabalha contra o desenvolvimento da cidade. O planejamento e o cumprimento da legislação visam, tão somente, permitir que a cidade cresça e se desenvolva de uma maneira adequada e saudável para TODOS, e não apenas para quem irá beneficiar-se financeiramente com isso. E, pensando assim e agindo dessa forma, certamente a Secretaria cria divergência com pessoas que não compartilham com essa visão. O que deve ficar claro é que estas medidas não oneram necessariamente o empreendedor, mas exigem adequação dos métodos e responsabilidade dos mesmos. O processo de tomada de consciência dessas responsabilidades é lento e requer uma adaptação da sociedade, isto é, de cada participante desse processo, de cada cidadão, portanto, segundo os interesses comuns e não-imediatos.

De uma maneira geral, há ritos que devem ser seguidos ao encaminhar projetos para licenciamento, seja no Município, seja no Estado, seja na União, que passam por saber o que se quer fazer, o tamanho que isso terá (porte), o potencial poluidor, o que será preciso fazer para que o empreendimento ocorra e os requisitos mínimos para tal. A partir daí inicia-se um processo, que tem esse nome justamente porque ocorre de maneira gradual, pois vai exigir ajustes, avaliações, complementações, até que se chegue a um denominador comum, dentro da lei e da técnica, tornando viável o que o empreendedor quer com o que é possível licenciar.

O trabalho de uma secretaria como a do meio ambiente não é dos mais fáceis. Ter que lidar com pessoas de todos os tipos, intenções, nem sempre das mais preparadas ou educadas e, ainda assim, manter a postura e profissionalismo, competência e coesão, exigem profissionais bem preparados e conhecedores de suas funções e responsabilidades legais – por sorte, isso é o que temos na Secretaria de Meio Ambiente de Venâncio Aires.

Equipe da Semma

16 de out de 2008

Morcegos





Morceguinhos encontrados na cidade. Eles alimentam-se de frutos, como pode-se ver nas fotos.

11 de out de 2008

Dona Semma



Aqui na Semma não discutimos a importância de respeitar as diferenças ou a diversidade, não discutimos a importância do respeito, nem da amizade, não discutimos como seria bom se as amizades fossem sinceras e as pessoas verdadeiras, também não discutimos sobre parceria, companheirismo e atitude, apenas colocamos tudo isso em prática... sem dizer nada.

10 de out de 2008

Gambá



Todos gostam da primavera, mas é, infelizmente, nessa época, que a maioria dos casos de animais silvestres machucados e órfãos chegam à Secretaria. Isso se deve a um aumento da atividade dos animais com a volta do calor, maior volume de alimento e maior atividade reprodutiva, sendo que grande parte dos atendimentos feitos pela Semma são a filhotes.

Hoje socorremos um gambá-de-orelha-branca. Com ajuda do veterinário Luciano Frozza, o animal está sendo cuidado e reabilitado. Caso resista aos ferimentos, provavelmente causados por uma paulado ou atropelamento, será liberado no ambiente natural.







Serelepe da Sanga da Areia

6 de out de 2008

Parque do Chimarrão


Continuam os trabalhos de recuperação da área de preservação permanente do Parque do Chimarrão.
Enquanto a cerca está quase terminada, os técnicos da Secretaria têm se dedicado a plantar e limpar a APP. Vários sacos de lixo já foram retirados do local.
Hoje a tarde, os técnicos aproveitaram o bom tempo para limpar uma pequena sanga localizada ao lado da copa do CTG Erva-mate. De lá foram retirados sacos plásticos, garrafas, restos de construção, copos e muitos outros entulhos. A grande surpresa foram os diversos peixinhos encontrados na sanga, as toquinhas de lagostins de água-doce, provavelmente da espécie Parastacus brasiliensis, considerada ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul e do esquilo que veio fiscalizar o trabalho.



Pequenos cientistas



Estamos quase chegando no dia das crianças. Para homenageá-las vamos dedicar mais uma vez esse espaço a elas. Hoje vamos ensinar para pais, alunos e professores mais algumas atividades interessantes que podem ser feitas pelas crianças e que ajudam a estudar a natureza e ao mesmo tempo podem ser muito divertidas. Na coluna passada falamos sobre tintas naturais. Hoje vamos aprender a registrar pegadas de animais silvestres.

Os animais silvestres são ariscos, tímidos e a maioria deles têm hábitos noturnos. Sendo assim, é muito difícil que você encontre com um deles. Mesmo que você se encontre com um animal, certamente o verá por breves momentos e não poderá levá-lo para casa. Além de ser proibido, o bichinho não iria gostar – e sua mãe menos ainda! Então, que tal levar uma lembrança desse animal para casa? Calma! Não estamos falando de cabeças de veados mortos penduradas na paredes!!!! Isso seria horrível! Estamos falando de PEGADAS!!!

E como fazemos isso? Em primeiro lugar você terá que ser muito atento, como um detetive. É preciso andar nas trilhas, próximo às matas, rios, sangas, açudes (sempre acompanhado de um adulto, claro). O melhor terreno para encontrar pegadas é o barro. Quando o animal caminha sobre ele seu peso faz com que seu rastro fique impresso lá. Como o barro é um substrato mole, porém firme, a pegada fica ali, esperando você encontrá-la.

O próximo passo é o mais divertido!

Você vai precisar de:

1. Um pedaço de papelão grosso ou uma garrafa de refrigerante dois litros de plástico;
2. Fita crepe ou clipes;
3. Etiquetas adesivas;
4. Gesso em pó;
5. Uma bacia ou pote plástico;
6. Água;
7. Escova de dente velha.

Como fazer:

1. Escolha as pegadas mais visíveis e profundas. Remova as folhas e as sujeiras com um feixe de capim ou pincel;
2. Com um papelão ou plástico de uma garrafa de refrigerante faça um cilindro maior que a pegada;
3. Firme o cilindro em volta da pegada e prenda com um clipes ou fita crepe;
4. Na bacia ou pote plástico misture o gesso e a água numa proporção de um para um;
5. Despeje devagar a massa pastosa sobre a pegada. Deixe secar por mais ou menos 40 minutos;
6. Leve o molde para um lugar com sol ou uma luz forte para secar totalmente;
7. Retire o cilindro em volta do molde e limpe a terra com a escova de dente velha. Agora é só identificar a pegada.
8. Depois de identificar, coloque uma etiqueta com o nome da espécie, data e local onde foi encontrada. Bom trabalho, pesquisador!

Fonte: Super Eco n° 2

3 de out de 2008

Semma fecha parceria com Fepam e MP

Através de reunião entre Semma, Fepam (regional de Santa Cruz) e Ministério Público de Venâncio Aires, ocorrida hoje de manhã, foi fechada parceria para o projeto de recuperação da Sanga da Areia. Esse projeto, que teve início mês passado, deverá ter continuidade pelo próximo ano e será lançado oficialmente ainda este mês.

2 de out de 2008

Recuperação ambiental da Sanga da Areia

Secrataria iniciou em setembro projeto de recuperação da Sanga da Areia.

Após renovação da licença de operação do Parque do Chimarrão, a Semma iniciou um trabalho de recuperação da margem da Sanga da Areia, a começar pelo Parque. Toda área de preservação permanente foi isolada com tela e diversas árvores foram plantadas, inclusive espécies imunes ao corte. Alguns butiás também foram transplantados, oriundos de licenciamentos ou resgates, as edificações foram removidas e os entulhos estão sendo retirados e moradores irregulares estão sendo relocados.

Mas não são apenas essas as ações. Visando uma melhoria global, estão sendo visitados todos os proprietários e empresas próximas à sanga. Nos casos mais graves, quando há necessidade de autuação por danos ambientais, é exigido reparação do dano e implantação de um projeto de recuperação da área.

Com relação ao saneamento, em conjunto com a Fepam, estão sendo realizadas vistorias às empresas do Distrito Industrial para avaliar como é o sistema de esgoto.

MONITORAMENTO DA ÁGUA

Em um projeto que propões-se a ser contínuo a Semma iniciou o programa de monitoramento ambiental das águas da Sanga da Areia (próximo ao parque),Sanga do Cambará (na Pedro Grunhouser) e Arroio Castelhano (Linha Herval, Passo da Cananéia, Olavo Bilac e RST 453).



Serão avaliado a cada dois meses os seguintes parâmetros:

- DBO
- DQO
- Fósforo total
- Nitrogênio total kjeldahl
- Nitrogênio amoniacal
- Óleos e graxas
- Oxigênio dissolvido
- pH
- Coliformes Totais

Todos os dados serão publicados no blog e poderão ser acompanhados pela população.

Essa semana, a equipe da Semma fez um relatório fotográfico sobre a situação da Sanga da Areia e outra sem denominação que ocorrem no Distrito Industrial. Esse relatório foi repassado à Fepam para medidas conjuntas.

Essa é a situação atual da sanga da areia no distrito industrial:



Licença para cascalheira

Liberada licença ambiental para extração de cascalho no Arroio Castelhano.

Veja a licença ambiental direto do site da Fepam clicando AQUI.

1 de out de 2008

Parque do Chimarrão

O Parque do Chimarrão está recebendo melhorias. Toda a Área de Preservação Permanente está sendo cercada e mais de 600 mudas de espécies nativas foram plantadas. Ainda esse mês mais 1040 mudas serão plantadas.

Essa semana plantamos dez mudas de espécies imunes ao corte, figueiras e corticeiras, além de mais 24 mudas de figueiras plantadas por um cidadão como medida de compensação por dano ambiental.

Algumas edificações ainda estão sendo removidas, assim como os entulhos das construções demolidas.

Com a melhoria da vegetação, várias aves já estãoocupando a área, como esse surucuá-do-peito-vermelho.

Veja as fotos:





TINTAS NATURAIS

Hoje vamos ver como é fácil fazer tintas usando corantes naturais. É possível fazer muitas cores utilizando elementos da natureza. É uma atividade divertida para se fazer, mas é necessária a ajuda de um adulto, já que é preciso utilizar o fogão. Essa atividade permite perceber a transformação e utilidade dos elementos, além de ser muito divertida, permitindo a pintura em papel, tecido ou a pele, como fazem os povos indígenas. Primeiro você cria a tinta, depois você cria a obra de arte!

Tinta à base de terra: você vai precisar de uma colher de terra, água, jornal, uma peneira, dois recipientes grandes (bacias ou tigelas), vidros com tampas e etiquetas.
Como fazer? 1. Recolha terra argilosa num dos recipientes. Se conseguir terra de várias cores, melhor. 2. Espalhe a terra sobre o jornal e deixe secar bem. 3. Usando a peneira e a colher peneire a terra para outro recipiente. 4. Acrescente água aos poucos, misturando bem, até formar uma pasta uniforme. Coloque as tintas nos vidros com tampa e identifique com etiquetas.

Tinta à base de urucum (colorau): você vai precisar de colorau em pó, água ou óleo de amêndoas.
Como fazer? Misture bem o colorau com água ou óleo.

Tintas da feira: você vai precisar de uma panela com tampa, água, colher, peneira ou coador, bacia, potes de vidro com tampa, etiquetas, gema de ovo, talco.

Além disso, para as cores você vai precisar de:
Casca de jabuticaba (rosa), casca de uva preta (azul), amora ou morango (tons avermelhados ou violetas), espinafre ou erva-mate (verde), folha de beterraba ou de cenoura (verde), beterraba (vermelho), cenoura (laranja), semente de girassol (amarelo), pó de café (marrom), coloral (amarelo e laranja).

Como fazer? 1. Coloque um copo do ingrediente escolhido picado ou em pó na panela. Adicione um litro de água. 2. Tampe a panela e coloque para ferver. Para sua segurança só faça isso com um adulto por perto. 3. Depois que começar a ferver, reduza o fogo e cozinhe de 45 minutos a uma hora mexendo constantemente. 4. Retire do fogo e deixe a mistura esfriar bem. 5. Coe ou passe a mistura na peneira, coloque a tinta nos potes de vidro e identifique usando as etiquetas. Para pintura em papel a tinta está pronta. 6. Para usar na pele, acrescente uma gema de ovo e talco até formar uma pasta que lembra a tinta guache. CUIDADO: teste na mão antes de usar na pele toda para prevenir reações alérgicas!

Seu toque faz a diferença! Você pode usar carvão vegetal para o contorno e as tintas para colorir o desenho. Galhos, folhas, palha, sementes, penas, conchas e pedra podem deixar seu desenho ainda mais diferente. Mande uma foto!

Fonte: Super Eco n° 1


(Bióloga Mariana Faria Corrêa)