30 de jul de 2007

27 de jul de 2007

Matéria completa - cobras e coruja

Matéria completa publicada hoje na Folha do Mate sobre a corujinha e as cobrinhas (chegou mais uma quarta-feira) com dicas sobre o que fazer ao encontrar filhotes de animais.

http://www.folhadomate.com.br/arquivos/pdf/9044.pdf

26 de jul de 2007

Novos hóspedes






Informações do biólogo Claiton Machado: Sibynomorphus é um grupo de serpentes que merece revisão quanto a sistemática e taxonomia. São relativamente poucos os trabalhos existentes, mas parece que a biologia e história natural de S. ventrimaculatus é semelhante a de outras espécies do gênero. Em geral põe de um a sete ovos; possui hábito criptizóico; podem atingir até 60cm (comprimento total); como display defensivo promovem achatamento da cabeça, erguem o primeiro terço do corpo, mas nunca ostentam morder e defecam (descarga cloacal).
Uma característica peculiar que certamente auxiliará na sua determinação é o aumento das escamas da linha média do dorso (são maiores que as demais escamas dorsais), outras serpentes semelhantes (como jovens de Oxyrhopus clathratus) não possuem esta característica. Em geral Sibynomorphus alimenta-se apenas de gastropodes com ou sem concha, mas há relatos de que podem alimentar-se de larvas de insetos. Em cativeiro, S. ventrimaculatos parece ter preferência por comer lesmas do gênero Bradibaena (obs. pessoal).




A corujinha Tyto alba está sendo alimentada de três a cinco vezes ao dia com carne de frango moída (incluindo miudos, ossos, penas, cartilagem, etc) e em breve começará a receber alimento em pedaços. O filhote é mantido 24 horas aquecido e está cada dia mais forte e ativo.



Semma cuida de dois filhotes de animais silvestres



Ano 35 - edição 480 - Venâncio Aires, Edição de 4ª feira, 25 jul 2007.
MEIO AMBIENTE
Semma cuida de dois filhotes de animais silvestres
Divulgação - Semma
Coruja foi entregue na Secretaria segunda-feira
Desde segunda-feira a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) cuida de dois filhotes de animais silvestres. Um cobra Sibynomorphus ventrimaculatus e uma coruja Tyto alba, conhecida como coruja-de-igreja, estão sob os cuidados da equipe da Semma.

De acordo com a bióloga Mariana Faria-Corrêa, a coruja, que tem poucas semanas de vida, foi deixada na Secretaria por um morador do interior do município, que encontrou o ninho na chaminé de sua casa. No local, havia dois animais, mas um morreu. Não se sabe o que aconteceu com a mãe dos filhotes.

Já a cobra foi encontrada em um jardim por trabalhadores que estavam capinando o lugar, que comunicaram a Semma. Mariana ressalta que essa espécie não é venenosa e se alimenta de caracóis de jardim. Por isso, quem encontrar um animal dessa espécie pode deixá-lo no lugar, pois ela é inofensiva. Ela tem o corpo todo listrado em preto e branco.

Conforme a bióloga, não se deve mexer em ninhos ou nos animais silvestres. No caso das corujas, por exemplo, a mãe dos filhotes pode estar procurando-os. “Não sabemos o que aconteceu às corujas. Muitas vezes recebemos animais tirados de seu ninho e, sendo a intenção boa ou não, filhotes separados das mães têm pouca chance de sobreviver em cativeiro”, sugere, completando que quem deixou o filhote não explicou o que aconteceu.

No caso do filhote de cobra, ele foi retirado do terreno porque poderia ser morto durante a roçada, por cachorros ou gatos, pois estava na área urbana. “A situação é diferente, porque num terreno urbano há mais ameaças para esses animais”, afirma Mariana.

Como a coruja ainda é muito pequena, por enquanto deve ficar sob os cuidados da equipe da Semma. “Filhotes tão pequenos, quando tirados do ninho, nem sempre sobrevivem, por mais que a gente se esforce. Então vamos alimentá-la e aquecê-la da melhor maneira possível”, explica. Mariana completa que na natureza elas deixam o ninho com nove a doze semanas de vida e estima que o filhote entregue na Secretaria deve ter cerca de duas semanas. A cobra será devolvida a natureza, pois mesmo sendo filhote ela já consegue sobreviver sozinha.

Esses não foram os primeiros casos de filhotes recebidos pela Semma. Nos últimos dois anos a Secretaria atendeu e encaminhou filhotes de gato-do-mato, ouriço-cacheiro, tucano-do-bico-verde, cocota, gambá, andorinha, cisne coscoroba, entre outros.

Confira na edição impressa de sexta-feira dicas sobre o que fazer ao encontrar um animal silvestre.
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23 de jul de 2007

Composteira em pequenos espaços

Como compostar o lixo orgânico, mesmo em pequenos apartamentos.
A compostagem é uma técnica milenar, praticada pelos chineses há mais de cinco mil anos. Nada muito diferente do que natureza faz há bilhões de anos desde que surgiram os primeiros microorganismos decompositores. Seguindo o exemplo da floresta, onde observamos que cada resíduo, seja ele de origem animal ou vegetal, é reaproveitado pelo ecossistema como fonte de nutrientes para as plantas que, em última análise, são o sustentáculo da vida terrestre. Pois bem, quando procedemos com a compostagem estamos seguindo as regras da natureza e destinando corretamente nossos resíduos.
Tradicionalmente a compostagem é vista como uma prática usual em propriedades rurais e centrais de reciclagem de resíduos. No primeiro caso é uma estratégia do agricultor para transformar os resíduos agrícolas em adubos essenciais para a prática da agricultura orgânica. No segundo é uma necessidade administrativa, que tem a intenção de diminuir o volume do material a ser gerenciado além de estabilizar um material poluente.
No espaço urbano existe a crença de que lixo deve ser recolhido pela prefeitura e despejado em algum local onde possa feder e sujar a vontade. Esta realidade perversa está seno mudada, graças às ações práticas de alguns municípios e pelos avanços nas leis e normas ambientais em nosso país. Mas o que nós cidadãos podemos fazer em nossas casas para colaborar neste processo?
Uma coisa muito boa que podemos fazer em nossas casas e apartamentos é a compostagem. Diferentemente dos agricultores que precisam de adubos para os seus cultivos ou das prefeituras que precisam se livrar desse resíduos; nós em casa podemos começar simplesmente tentando diminuir a quantidade de lixo orgânico emitido para a prefeitura. É claro que só é possível isto em casas onde o lixo é separado.
Entre os muitos modelos de composteira existentes, destacamos os engradados de pvc (lembra das caixas plásticas usadas em supermercados para o transporte das compras?). Com dois ou três engradados podemos montar uma sistema de compostagem bem eficiente e que não ocupa muito espaço. Vamos ver isto passo-a-passo:
Como montar a composteira em espaços mínimos (sacadas e áreas de serviço)
Forre por dentro um engradado de pvc (destes que usamos para carregar as compras no supermercado) com uma camada espessa de jornal bem úmido, mais ou menos 6 ou 8 folhas. Depois de acomodar estas folhas de jornal faça furos no fundo.
Preencha o fundo deste engradado com composto já pronto e com minhocas. Faça uma camada de mais ou menos 10 cm de espessura. Nos supermercados e em floriculturas encontramos um produto genericamente chamado de húmus de minhoca. Um bom húmus sempre tem alguns ovos e filhotes de minhoca que sobrevivem ao peneiramento e à embalagem.
Escolha no seu lixo orgânico algumas porções de cascas de frutas ou folhas de verduras, não muito.
Enterre este material no composto. Isto vai servir para avaliar a quantidade de minhocas que existe neste material, já que elas serão atraídas pela comida (lixo orgânico).
Cubra tudo com mais uma camada de jornal úmido. O jornal tem que estar sempre úmido, caso contrario roubará água do material que esta sendo compostado e este não ficará pronto em poucas semanas.
Providencie uma tampa para o seu composto. Isto evitará a proliferação de moscas e baratas além de servir de barreira para um eventual rato.
Agora uma parte bem importante! Observe por alguns dias quanto tempo as pequenas minhocas levam para comer uma determinada quantidade de lixo orgânico. Esta é a capacidade de reciclagem da sua composteira. À medida que as minhocas vão crescendo e se reproduzindo o consumo de resíduo orgânico vai aumentando. Uma minhoca vermelha do composto (Eisenia foetida) pode comer o próprio peso em um único dia, além disso com apenas três meses elas já estão se reproduzindo, podendo depositar um casulo a cada semana. Cada casulo desses pode gerar de quatro a doze pequenas minhocas que já nascem prontas para comer muito pelo resto da vida. Uma composteira doméstica pode ser considerada eficiente quando os resíduos orgânicos somem totalmente em menos de duas semanas. Outra técnica muito usada por jardineiros experientes para avaliar um composto é a quantidade de ruídos que este pode produzir. Difícil de acreditar? Então experimente, quando seu composto estiver produzindo um pequeno ruído que lembra um líquido escorrendo é sinal de que as minhocas estão trabalhando a todo vapor. Daí para a frente é um processo contínuo e crescente.
O que fazer quando a composteira está cheia
O que acontece com as composteiras domésticas é que elas sempre têm uma quantidade de material pronto, uma parcela de material em processo de decomposição e uma porção diária de lixo orgânico ainda fresco. Isto dificulta bastante a coleta do material que já está pronto para o uso. Para este problema temos uma solução. Veja a seguir:
Um engradado composteira vai sendo lentamente preenchido e as minhocas vão comendo e reciclando material de baixo para cima. Bem, um dia nosso engradado estará completamente cheio, com material já reciclado no fundo e lixo fresco junto à superfície. Isto é inevitável, mas uma maneira de contornar este problema é simplesmente forrar as laterais de um novo engradado e empilhar sobre o primeiro. Assim, dê continuidade ao processo colocando uma porção do composto cheio de minhocas no fundo do segundo engradado e siga o processo normalmente. Desta forma as minhocas continuarão trabalhando no sentido vertical e em algumas semanas a sua primeira caixa estará completamente reciclada e você terá mais ou menos 25 Kg de adubo orgânico de primeiríssima qualidade.
Onde colocar a composteira
A composteira de engradados de pvc não deve ser colocada em locais sem ventilação. Não devemos desperdiçar locais ensolarados com a comnpostagem que dispensa a luz solar; as plantas sim precisam dela. Os engradados de compostagem devem ser colocados sobre um suporte que pode ser desde de um simples e pouco eficiente jornal, até bandejas ou caixas que possam coletar e canalizar o chorume (líquido que escorre do composto) completamente. Um bom composto deve produzir muito pouco ou nenhum chorume. Mas quando regamos o composto no verão isto é inevitável. Por garantia podemos acomodar nossos engradados sobre uma bandeja plástica, de metal ou de madeira, de pelo menos 5 centímetros cheia de brita, cascalho ou areia bem grossa. O importante é que o composto tenha o mínimo contato com o chorume.
Sofisticando um pouco mais podemos construir um suporte de concreto ou tijolos e cimento que tenha pelo menos 40 centímetros de altura e onde possamos encaixar os engradados. Devemos cuidar para tenha um dreno (furo) no fundo e então podemos preencher metade da altura com carvão vegetal (aquele que compramos para fazer churrasco) e logo por cima despejamos a mesma quantidade de brita, e por cima da brita acomodamos os engradados. Desta forma o eventual chorume escorre pela brita até a camada de carvão onde é desodorizado e ligeiramente filtrado. Evitando sujeira na sacada ou na área de serviço. Para composteiras feitas diretamente na terra este problema praticamente não existe já que o solo absorve o chorume.
O que pode ser compostado e como usar o composto gerado
Praticamente qualquer coisa orgânica é passível de compostagem. Preferencialmente devemos usar os resíduos orgânicos vegetais crus gerados em nossa cozinha, os restos de comida podem e devem ser compostados, porém devemos lembrar que o sal pode diminuir a qualidade de nosso composto tornando-o mais salino do que o conveniente. Pensando ecologicamente o certo é não termos restos de comida, um pouco de organização pode evitar desperdícios e viabilizar a prática da compostagem domiciliar de forma totalmente eficiente. Mas quando não conseguimos comer tudo o que preparamos o destino mais adequado para os restos de comida é a composteira. Ossos podem ser compostados, principalmente os cozidos. Já a carne crua não é o melhor material pois pode cheirar mal dentro da composteira. O jornal e outros papeis velhos podem ser usados sem problemas, mas devemos lembrar que o jornal limpo se presta muito mais para a reciclagem (fabricação de um novo papel) do que para a compostagem. Então devemos usá-lo com sabedoria.
A compostagem de resíduos sanitários (papel higiênico, fraldas, absorventes,…) fica reservada para experts em compostagem, quem sabe um dia!
Após o composto estar pronto você pode usá-lo em suas flores, folhagens, hortaliças e temperos. Aplique de acordo com a necessidade de cada espécie de planta. Samambaias em geral e folhagens tropicais gostam de doses bem fartas de composto, algo em torno de um quarto do volume do vaso ou da floreira. Devemos repor um pouco de composto na superfície a cada estação, e depois de um ou dois anos é melhor refazer tudo (esta recomendação não vale para todas as plantas). Em gramados podemos usar até cinco quilos por metro quadrado no final do inverno e nas violetas no início de cada estação devemos aplicar na superfície da terra uma colher de sopa bem cheia de composto, misturada com uma colher de cafezinho, de farinha de osso (faça a sua com cascas de ovo ou compre uma de boa qualidade). Vale lembrar que plantas aromáticas gostam de solos bem drenados e com pouco composto (use a farinha de osso nestas plantas também).
Um engradado de pvc é capaz de compostar o resíduo orgânico gerado por até três pessoas. Para uma família maior é só aumentar o número de caixas. É preferível fazer duas pilhas de engradados do que empilhar muitos. Se a família dispõe de um pátio com terra poderá optar por um modelo mais convencional de composteira feita de tijolos ou madeira. Tijolos bem empilhados podem gerar uma ótima composteira mas por segurança podemos uní-los com cimento ou barro bem amassado. Composteiras de quintal devem ser feitas uma ao lado da outra formando compartimentos que vão sendo preenchidos com resíduos orgânicos um de cada vez. Assim, as minhocas vão reciclando o material a cada compartimento preenchido, seguindo o mesmo procedimento anterior.
Ensine para as crianças e também para seus amigos que a compostagem domiciliar é uma continuidade da separação do lixo, e coopera com a coleta seletiva para a diminuição dos aterros sanitários e lixões. No composto as crianças poderão aprender muitas coisas sobre a natureza com os muitos tipos de pequenos animais e fungos que surgirão junto com as minhocas. Os ácaros, tatuzinhos, besouros, pequenas aranhas e tantos outros animais do composto são essenciais para este processo, eles formam um pequeno ecossistema que vai se equilibrando com o tempo. Até as formigas ajudam quando não estão em excesso. Como podemos ver a compostagem é uma prática interessante, viável na maioria dos espaços, e (por que não dizer?) um ato de cidadania, especialmente quando fazemos isto pensando em todo o nosso lixo orgânico que ao invés de feder e poluir vai gerar mais verde e mais vida. Não é incrível termos um pequeno ecossistema dentro de casa? Boa sorte!
Alexandre de Freitas
Fundação Gaia - Brasil - alexandre@fgaia.org.br

Fonte: http://viversustentavel.wordpress.com/2007/07/01/composteira-para-pequenos-espacos/

NOVOS PROJETOS DA SECRETARIA – PARTICIPE!

Doação de mudas de árvores: Cidade Verde - Plantio Responsável

Você quer plantar uma muda de árvore nativa em sua casa, na calçada ou no pátio? A Secretaria está lançando o programa “Cidade Verde: Plantio Responsável”. Como funciona? Muito simples... Os interessados devem entrar em contato com a Secretaria e se cadastrar. A Secretaria fará uma visita à residência e avaliará o local onde pretende-se realizar o plantio, orientando quanto ao tamanho adequado do canteiro, técnicas de plantio e cuidados com a muda. Após, o solicitante juntamente com a Secretaria, escolherá uma muda que será oferecida gratuitamente. O cidadão deverá assinar um termo de compromisso aceitando tornar-se responsável pelo plantio e cuidados com a muda. O projeto Cidade Verde: Plantio Responsável tem como objetivo aumentar o número de árvores nativas em área urbana que tenham condições de desenvolverem-se plenamente. E lembre-se: árvores são investimento a longo prazo e, como qualquer ser vivo, merecem respeito e cuidado.

Adote uma lixeira

A Secretaria está organizando a compra de lixeiras para separação do lixo a serem instaladas em vários pontos da cidade e você pode ajudar. Quem tiver interesse em “adotar” uma lixeira estará contribuindo com o meio ambiente, além de poder divulgar o nome de sua empresa. Funciona assim: a Semma disponibilizará 30 lixeiras duplas (lixo seco e lixo orgânico) que serão instaladas no centro da cidade. O estabelecimento comercial interessado em adotá-las proporcionará a instalação de outra lixeira em outro ponto, podendo colocar seu nome e logotipo na lixeira próxima de seu estabelecimento ou local de sua preferência.

Coleta seletiva nos contracheques

A Semma está pedindo apoio de empresas para divulgar a coleta Seletiva. Por iniciativa do Conselho do Meio Ambiente, a Semma estará divulgando esse mês, junto aos contracheques da Prefeitura, frases de incentivo à Coleta Seletiva bem como os Folder com o mapa da cidade e dias/horários da coleta. Outras empresas e instituições que tiverem interesse poderão solicitar material na Semma.

Caminhada de conscientização

Dia 7 de agosto, terça-feira, conselheiros do CONDEMA estarão fazendo um “arrastão” para distribuição dos folders da coleta seletiva nas ruas Tiradentes, Osvaldo Aranha e Julio de Castilhos a fim de divulgar e pedir maior participação do comércio. Participe você também!
Para mais informações ligue para a Semma.

11 de jul de 2007

Mais sobre óleo de cozinha

Óleo usado, esperança renovada
CARLA DUTRA/ Vale dos Sinos/Casa Zero Hora

Moradores do Vale do Sinos acharam uma boa resposta para uma dúvida persistente: o que fazer com o óleo de cozinha usado? Cerca de 50 pessoas de Novo Hamburgo, Dois Irmãos, Parobé e São Leopoldo produzem sabão e detergente a partir do óleo. O projeto é coordenado pela Cáritas, da Diocese de Novo Hamburgo, e já atraiu a atenção do governo federal, que enviou representantes do Ministério do Desenvolvimento Social para conhecer a iniciativa. A mistura simples, que leva óleo usado, soda, água e, em alguns casos, água e limão, evita que o produto pare no ambiente e aumenta a renda das famílias.

- O sabão caseiro é bom, dá um brilho nas panelas e limpa bem a roupa - comenta a dona de casa Lair Lourenço, 30 anos, de Novo Hamburgo.

Por enquanto, o produto é distribuído em embalagens improvisadas, sem corante ou essência. Isso, segundo coordenador da Cáritas da Diocese de Novo Hamburgo, Cláudio Roberto Schaab, deve mudar:

- Podemos fabricar a essência de forma artesanal, usando, por exemplo, casca de maçã e álcool. Apenas o corante seria comprado.

A estimativa de Schaab é de que pelo menos mil litros de óleo deixaram de ser despejados na natureza mensalmente. Um litro de óleo reaproveitado evita a contaminação de até 1 milhão de litros de água. Professor do Centro Universitário Feevale, Jairo Lizandro Schmitt lembra que o óleo de fritura jogado no esgoto entope a rede e dificulta o funcionamento de estações de tratamento, encarecendo o processo de filtragem.

Em Porto Alegre, a escola João XXIII desenvolve iniciativa parecida, incentivando os alunos a fazer sabão do óleo usado na cantina.

( carla.dutra@zerohora.com.br )

Como copiar :

Mulheres assistidas por programas da diocese participam da produção de sabão e detergente
O produto é distribuído gratuitamente ou vendido, conforme a decisão de cada grupo.

Há mulheres que passam a fabricar os produtos de limpeza em casa, para uso próprio ou para aumentar a renda.

A receita do sabão
Dilua 500 gramas de soda em um litro de água
Misture dois litros de óleo usado e suco feito de dois limões
Mexa por 45 minutos
Guarde por 48 horas
Corte em barras
Rendimento: 40 barras

A receita do detergente
Dissolva 500 gramas de soda em dois litros de água
Acrescente três litros de óleo usado e dois litros de álcool
Misture por cinco minutos
Acrescente dois litros de água e mexa por 10 minutos (duas vezes)
Misture mais 13 litros de água e mexa por cinco minutos
Podem ser acrescentados corantes e essências
Rendimento: 22 litros

ATENÇÃO:

é preciso atenção redobrada com a soda cáustica, produto que pode causar queimaduras. O ideal é usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura;

A administração de Porto Alegre acordou para o problema do óleo de cozinha. O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) assinou um convênio com três empresas que darão um destino correto ao produto. A população poderá entregar o óleo de fritura em uma garrafa plástica ou recipiente de vidro em 24 postos. As empresas Celgon, Faros e Oleoplan recolherão o óleo e o encaminharão à reciclagem.

6 de jul de 2007

Identificação de árvores

Um site bem interessante com chave para identificação de espécies florestais: www.arvoresdeirati.com

5 de jul de 2007

Coleta de embalagens de remédios vazias

Uma boa iniciativa em nossa cidade! A Farmácia Remédios e Cia (Rua Osvaldo Aranha, 1017 - prédio do Museu - F. 3741-2115) está organizando uma campanha para coleta de embalagens de remédios vazias (caixinhas, potes plásticos, vidros). Todo material pode ser entregue na Famácia que se responsabiliza pela correta destinação, enviando para uma empresa de reciclagem. Os clientes da loja que levarem embalagens usadas ganham um desconto de 5% na compra de quaisquer produtos.

2 de jul de 2007

Óleo de cozinha... o que fazer?

Pra quem não sabe, o óleo de cozinha é extremamente poluente e jamais pode ser jogado no solo ou pela pia. Segundo a Sabesp, um litro de óleo pode contaminar até um milhão de litros de água. Se você lembrar que somente 1% da água do planeta é potável, dá pra ter uma idéia do tamanho do estrago que você pode fazer ao jogar na pia inocentemente aquele óleo que sobrou da batata frita.

Então, o que fazer com o óleo usado?

A Sabesp recomenda que se coloque o óleo frio em garrafas PET e se descarte junto com o lixo orgânico (não reciclável). O Instituto Akatu aconselha que se faça sabão, numa receita bem simples, mas que requer muito cuidado pois envolve soda cáustica. Com a técnica correta, o óleo pode ser transformado em combustível.

Em Venâncio Aires ainda não há projeto específico para coleta e reciclagem de óleo usado, mas uma alternativa está sendo estudada pelos técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Algumas dicas:

* Prefira usar o forno do que a frigideira. Além de (muito) mais saudável, você economiza óleo e diminui a chance de ele ser jogado na natureza;
* Jamais jogue o óleo usado em frituras na pia ou no solo. Coloque-o em garrafas PET, deixe uma boa quantidade acumular e então descarte com o lixo não reciclável;
* Entregue-o a entidades que fazem o seu reaproveitamento;
* Faça sabão caseiro, seguindo a receitinha abaixo:

Receita de sabão caseiro - por Maria Bassi Massulini

Material utilizado:
5 litros de óleo comestível usado
2 litros de água
200 ml de amaciante
1 Kg de soda cáustica (NaOH)

Passo-a-passo:
1 - Misture o óleo e a soda
2- Coloque cuidadosamente a água fervente. Mexa.
3- Adicione o amaciante. Mexa novamente.
4- Mexa até formar uma mistura homogênea.
5- Jogue a mistura em uma forma e espere secar bastante.
6- Corte as barras e pronto!

Dica: Quanto mais o sabão curtir, melhor ele fica.

Todo cuidado é pouco, se a soda entrar em contato com a pele, pode provocar queimaduras. Não deve ser feito por crianças!

Fonte: http://yabu.com.br/blog/2006/08/14/o-que-fazer-com-o-oleo-de-cozinha/